sábado, 15 de maio de 2010

O tempo pode não ser infinito mas junto a ti não é desperdício...

eu estava ouvindo O tempo, uma música da banda Móveis coloniais de acaju, pra sentir, com uma mensagem o que exatamente sinto quando ouço a música.
Essa letra expressa exatamente o que venho sentindo e espero que seja por um bom tempo, pois juntos, me parece que o tempo é infinito e não desperdiçamos ele.
espero de verdade qeu tudo dê certo e como diz a letra
O tempo deve engatinhar, do jeito que eu sempre quis, pois distante de você ele é devagar, mas perto ele se apressa, passa despercebido e só percebo teu olhar, teu carinho que é sincero e me faz muito bem.
prazer em te encontrar... mesmo que seja para dizer que foi prazer e que não terá continuidade amanhã, mas hoje é infinito.
E sabe, ainda não é tempo de declarações, pois estas mais mistificam que tornam vivencial o amor, ou o afeto.
A simples troca de olhares é uma delaração, viver é declarar-se a si como um ente de paixão, aquele que se entrega não precisa dizer o quanto ama, ele está recehado de experiência, ele próprio traduz como fenômeno o que seria amar, ou apaixonar.

A estrutura e a cisão

Conforme os grupos sobre entrevista na abordagem cognitivo comportamental mostraram, a estruturação pode ser importante para manter a segurança do paciente e otimizar a entrevista a fim de preencher todos os objetivos para conhecer um dado paciente. Por parte de quem afinal está a insegurança? O ponto chave aqui é que aquele sujeito que sente-se inseguro, pode fazer mal uso dessas técnicas que serviriam, numa relação de custo e efetividade,como maneira ágil de diagnóstico e encaminhamento.
O apego a formas encaixotadas de olhar clínico serve, dentro de instituições para um ótimo aprendizado, para que a grande demanda seja afunilada em diversas linhas mas pode prejudicar aquele que almeja ser conhecedor do ser humano. Aqui ser não é simples fato de estar no corpo físico, mas o processo de devir constante a que estamos sujeitos, ser mãe, vizinha, professora, aluna de dança, amiga.
Pode parecer exagero que minha crítica se enverede por outras instâncias que parecem distantes da clinica, mas o que me preocupa é a formação profissional do psicólogo, que ao utilizar a abordagem cognitivo-comportamental, peque por iludir-se numa idéia de estrutura humana rígida, cindida,psicótica.Não parece justo utilizar um prisma alternativo, simbólico, mas a preocupação que tenho em levar em conta a forma de manejo dos intrumentos faz com que radicalmente critique a reiteração que faz o estudante que longe de estar seguro de si veja na técnica uma forma de lidar consigo e se amarra aos protocolos como uma forma de fuga da sua subjetividade, desconsiderando a do outro.
Não é mais uma questão de utilizar uma ou outra teoria para crítica, mas sim de embasar em um instinto básico de gregarismo que como seres sociais possuímos.Voltei aqui as bases da teoria cognitiva evolucionista para criticar a própria técnica cognitivo-comportamental.
Ainda posso adicionar que sendo seres de linguagem, que constituem cultura através dela, temos a partir das histórias que a pessoa nos narra algo bem particular.Isto acontece tanto através da forma como ela conta essa história, a estrutura sintática, como nas significações das palavras, por exemplo “cola” que tanto é um objeto que fixa como uma maneira de dizer que estou chegando na casa de alguém.
Partimos aqui para as gírias e toda essa volta nos leva ao começo, como? Levando em conta o fato de que a técnica simplesmente não garante uma boa entrevista. Esta é dependente de nosso desejo de conhecer o sujeito e sua demanda de forma que os intrumentos nos ajudem e não engessem aquela pessoa que além de sofrer usa gírias, se diverte, assiste a novelas e sabe mais dela do que a gente, pois sente-se nessa cisão, como uma unicidade.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Seria...

Ontem conversávamos sobre atrás de nossa paixão, obrigatoriamente deveria vir a gente. E tanto é assim que quando finalmente abrimos nosso peito, é que fazemos espontâneos os nossos medos e gozos então partimos para um tempo que não fica, passa vento pelos cabelos, nuvem esvanecente.
Sem sofrimento, a gente passa a arder e ficar mais... contente, não é?
Por querer justificar nosso jeito de ser, temos um colóquio, uma epístola de textos que justificam a brandura da falta de emoções, os frios cálculos dos corações vazios, cheios de vergonha de saltarem em um corpo infinitamente outro que não é seu... de entregar pra deus, pro amor, pra incerteza de existir para além dalí.
Pois, temos a noção de romance que nasceu dos nossos livros, temos as paixões platônicas, os amores românticos, inatingíveis...
ou seria nosso medo, de tão grande, intangível?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Escolhemos ou não?

Pensando em o uqe disseram pra mim esses dias, sobre nunca brigar consigo, acho que acabei por chegar a uma conclusão.
O que parece muitas vezes é que imbutidos de uma moral, seja ela qual for - qualquer "ismo" serve - tendemos então a polarizar nossas ações. Para o bem e para o mal preenchemos critérios que agrupados e ponderados resultam em uma equação que então resulta em um julgamento.
Bom, mau, feio, belo, certo, errado, temos várias formas de caracterizar então o que faz ou não com que as coisas sejam aprazíveis, ou simplesmente mantenham uma acomodação, nos sentimos bem é lógico. Em alguns casos não é bem essa a verdade, o dado de realidade, a evidência- mesmo que esta seja um estado subjetivo, um sentimento. Este sentir nos desacomoda seja para felicidade, remorso, entusiasmo, medo etc. Nosso corpo reclama isso, ele fala, passamos a outro estado, diferente do anterior, então posso dizer que é válida essa abstração, a conceitualização do sentir como explicação do que eu estou tentando dizer.
Nosso caos, desacomodação para o rearranjo está baseado nos nossos critérios do que nos deixa feliz, ou triste, do que é certo, errado, na nossa moral, certo?
Eis o ponto onde queria chegar para a polêmica. Sabemos realmente o que é nosso de verdade? Podemos dizer que sim " ah claro, eu escolhi, sempre fui alguém ue fez por si mesmo". Não duvido nem um pouco, mas o que se coloca é a luta entre os valores culturais e nossa subjetividade fisiológica(se é que isso existe) mais básica, os instintos.
então as diversas diretrizes que são impostas à realização das nossas vontades mais básicas são os canalizadores que conseguimos criar para darmos conta de conceitos tais como ética e moral, que são na base da sociedade os alicerces da organização. Através desta temos um arranjo das diferenças que então podem conviver em paz, mas dentro da gente não sabemos ao certo quais das nossas escolhas foram realmente moldadas por nós e não foram apenas deglutidas como forma de aceitação de nossa incapacidade de questionamento do status quo.
Aqui não é simplesmente a criação de uma polêmica, mas sim da recriação dos conceitos que são verdadeiramente subjetivos, do respeito à nossa singularidade, que em instância macro é o que podemos compartilhar como raça humana, aquilo que nos diferencia e nos transforma em iguais.
Mas onde ficam as brigas nesse meio todo?
Talvez no fato de não sentirmos que ainda estamos presos aquilo que deveríamos dizer "sim"mas com medo, de parecer egoísta demais dizemos "não".
Não estou falando de individualismo, mas sim de consciência do que escolhemos, seja ele o que for, baseados em conceitos como bom, mau, feio, amistoso, agradável ou qualquer outra caixa chamada palavra, que achamos para explicar as situações.

terça-feira, 25 de novembro de 2008