sexta-feira, 30 de abril de 2010

Seria...

Ontem conversávamos sobre atrás de nossa paixão, obrigatoriamente deveria vir a gente. E tanto é assim que quando finalmente abrimos nosso peito, é que fazemos espontâneos os nossos medos e gozos então partimos para um tempo que não fica, passa vento pelos cabelos, nuvem esvanecente.
Sem sofrimento, a gente passa a arder e ficar mais... contente, não é?
Por querer justificar nosso jeito de ser, temos um colóquio, uma epístola de textos que justificam a brandura da falta de emoções, os frios cálculos dos corações vazios, cheios de vergonha de saltarem em um corpo infinitamente outro que não é seu... de entregar pra deus, pro amor, pra incerteza de existir para além dalí.
Pois, temos a noção de romance que nasceu dos nossos livros, temos as paixões platônicas, os amores românticos, inatingíveis...
ou seria nosso medo, de tão grande, intangível?

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